Instrutora Pocahontas e Deputada Andreia de Jesus em diálogo na ALMG . Capoeirista de Belo Horizonte vai a Bahia defender o Título Brasileiro !
Educando Capoeira - Etno Midia Afro-Brasileira
Pontos de Cultura Centro E. Nossa Senhora das Gracas e Capoeira Videos
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terça-feira, 11 de agosto de 2026
No último sábado, **8 de agosto**, a cidade de Cambuquira foi palco de um grande momento de cultura, movimento e cidadania. Sob a organização do **Instrutor Meia Noite Mineiro** e a supervisão do **Mestre Cobra**, o *Festival de Projetos da Abadá-Capoeira* reuniu alunos, educadores e a comunidade local para celebrar o impacto transformador da nossa arte.
Mais do que um encontro esportivo, o festival foi uma verdadeira vitrine do trabalho social e pedagógico desenvolvido no dia a dia. Por meio do som do berimbau, do canto e do jogo na roda, o evento destacou como a Abadá-Capoeira utiliza a tradição e o axé para fortalecer valores essenciais, como respeito, disciplina, trabalho em equipe e o orgulho das nossas raízes culturais.
A realização do evento reforça a missão do **Educando Capoeira**: valorizar iniciativas que usam a capoeira como ferramenta de inclusão e formação cidadã para crianças e jovens.
Parabéns ao Instrutor Meia Noite Mineiro pela organização impecável, ao Mestre Cobra pela supervisão , e a todos os participantes que fizeram dessa data um marco de celebração e aprendizado!
*O que você achou do evento? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este artigo para apoiar e fortalecer a capoeira em nossa região!*
domingo, 9 de agosto de 2026
# 128 Anos de Ancestralidade e Resistência: O Legado da Casa do Pai Mateus e a Força do Bairro Santo André
**Por:** Mestre Guiné
**Categoria:** Memória, Patrimônio e Ancestralidade
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Preservar uma memória viva por mais de um século é, antes de tudo, um ato de coragem e amor às nossas raízes. Ao celebrar **128 anos de história e resistência**, o **Ponto de Memória e Cultura Centro Espírita Nossa Senhora das Graças** se consolida como um dos territórios mais importantes de salvaguarda da cultura afromineira, da cura tradicional e do saber popular em Belo Horizonte.
Esse legado secular continua pulsando forte no nosso dia a dia, unindo a sabedoria dos mais velhos à formação cultural das novas gerações.
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### Uma Trajetória Marcada pela Resistência Operária e Religiosa
A história da Casa do Pai Mateus se confunde com a própria fundação de Belo Horizonte. O fundador da Casa, pedreiro de profissão, viveu inicialmente com sua família na antiga **Vila Barroquinha**, espaço que ficava dentro do perímetro da Avenida do Contorno no plano original da capital.
Diante do processo de urbanização e remoção do final do século XIX, a família e a comunidade religiosa foram empurradas para além das fronteiras planejadas da cidade:
* **Da Vila Barroquinha para a Lagoinha:** Um primeiro movimento de territorialização e afirmação negra na cidade.
* **Da Lagoinha para o Bairro Santo André:** Onde o terreiro fincou raízes definitivas, tornando-se um refúgio histórico de fé, caridade e acolhimento.
Esse caminho de deslocamento não enfraqueceu a força da Casa; pelo contrário, transformou o bairro Santo André em um verdadeiro bastião da memória afrorreligiosa e operária da nossa capital.
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### Pai Mateus e a Força da Cura Tradicional
Inspirada na vida e no conhecimento do eremita e curandeiro que viveu nos lajedos do Cariri paraibano, a Casa do Pai Mateus manteve viva, ao longo de mais de um século, a tradição dos remédios pelas ervas, o alívio espiritual e a caridade sem cobrança — princípios que regem a linha dos Pretos Velhos e dos Mestres na Umbanda.
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### A Salvaguarda e o Futuro do Nosso Ponto de Memória
Hoje, a salvaguarda dessa história ganha novos horizontes. Como Ponto de Memória e Cultura, o Centro Espírita Nossa Senhora das Graças articula patrimônio, religiosidade e educação, desenvolvendo ações fundamentais para toda a comunidade:
* **Preservação do Acervo:** Registro das histórias orais, das benzedeiras, parteiras e trabalhadores que ergueram e sustentaram este espaço.
* **Integração com a Capoeira e a Formação:** Conexão direta com iniciativas como o *Educando Capoeira* e o *Movimento Ancestral*, fortalecendo a identidade e o sentimento de pertencimento dos nossos jovens e mestres.
* **Honra à Matriarcagem:** Valorização contínua da trajetória de lideranças femininas cruciais para a manutenção do terreiro, como a nossa Mestra Mãe Ieda.
Celebrar 128 anos é reafirmar que o saber tradicional é farol para o presente. Entre o som do berimbau, o cheiro das folhas sagradas e a firmeza da fé, a Casa do Pai Mateus segue de portas abertas, ensinando que não há futuro sem respeito e reverência à nossa ancestralidade.
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> **Gostou da leitura?** Deixe seu comentário abaixo, compartilhe nas suas redes e venha fortalecer a salvaguarda da memória e da cultura viva do nosso território!
sábado, 8 de agosto de 2026
Do Barro ao Axé: A História Desconhecida da Fundação de BH nas Raízes do Ponto de Memória CENSG
Por Mestre Guiné
Quando se fala dos 128 anos de Belo Horizonte, a história oficial gosta de lembrar dos mapas de Aarão Reis, dos edifícios imponentes da Praça da Liberdade e do sonho republicano de uma capital planejada para a modernidade. Mas existe uma outra história — viva, pulsar, fincada no chão batido — que a memória oficial tentou apagar: a história de quem pegou na enxada, na colher de pedreiro e ergueu essa cidade com o próprio suor.
É nessa travessia de lutas e de fé que se entrelaça a trajetória do **Ponto de Memória CENSG (Centro E. Nossa Senhora das Graças)** e a fundação do **Bairro Santo André**.
A Picareta que Ergueu a Capital e a Mão que Foi Expulsa
Poucos registros escolares contam que, antes de ser o centro da capital, o território do perímetro urbano abrigava comunidades e moradias populares. Uma delas era a **Vila Barroquinha**, cravada dentro dos limites do que viria a ser a Avenida do Contorno.
Nela vivia o **Fundador da Casa do Pai Mateus**. Pedreiro de profissão, ele foi um dos milhares de trabalhadores negros e operários que ajudaram a assentar os tijolos, erguer as estruturas e abrir as avenidas da "Cidade de Minas".
Porém, o projeto de modernidade da elite da época não previa espaço para os próprios construtores da cidade dentro da linha da Contorno. Assim que as obras avançaram, veio o golpe da desapropriação e do higienismo urbanístico: a família do fundador foi sumariamente retirada de sua casa na Barroquinha e empurrada para fora dos limites "planejados".
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O Caminho da Resistência: Da Lagoinha ao Santo André
A primeira parada dessa travessia foi a **Lagoinha**, a porta de entrada da periferia nascente de Belo Horizonte. Ali, entre a poeira das margens da cidade, as famílias expulsas encontraram o primeiro abrigo e começaram a reorganizar suas redes de solidariedade.
Mas a pressão da expansão urbana continuava. A busca por um chão seguro fez com que, na década de 1920, o caminho se estendesse um pouco mais acima, alcançando a geografia dos morros vizinhos. Foi ali que a família se fixou e fincou estacas definitivas no **Bairro Santo André**.
Não se tratava apenas de erguer quatro paredes para morar. Naquele chão do Santo André, ergueu-se a **Casa do Pai Mateus** — transformando o território em um espaço sagrado de cura, acolhimento, preservação das tradições de matriz africana e resistência comunitária. O pedreiro que ajudou a construir a cidade física tornava-se, ali, o arquiteto e fundador de um território de fé e ancestralidade.
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O Terreiro como Guardião da Memória de Belo Horizonte
Hoje, no endereço da Rua Amarílis, o **Ponto de Memória CENSG** guarda essa rota de resistência. Se os arquivos do Estado guardam as plantas e os decretos da nova capital, é no terreiro e na comunidade do Santo André que está guardada a memória viva do povo.
Relembrar essa trajetória de **Vila Barroquinha $\rightarrow$ Lagoinha $\rightarrow$ Santo André** nos faz refletir sobre o verdadeiro sentido de patrimônio. A história de BH não é feita apenas de concreto e monumentos; ela é feita da força das famílias que, mesmo diante do apagamento e do deslocamento forçado, reinventaram a vida, preservaram seus saberes imateriais e mantiveram o axé aceso no coração da cidade.
Preservar o Ponto de Memória CENSG é garantir que a história dos 128 anos de Belo Horizonte seja contada por inteiro — com a voz, a memória e o protagonismo de quem realmente a construiu.
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*Gostou de conhecer essa história? Compartilhe este texto, visite o Ponto de Memória CENSG no bairro Santo André e ajude a fortalecer a salvaguarda da nossa memória comunitária e afromineira!*
# POLITICA DE HABITAÇÃO E FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO: O PAPEL DA ACOBANE NO BAIRRO NOVA ESPERANÇA
**Por Mestre Guiné**
A luta pelo direito à moradia digna e a ocupação consciente dos espaços urbanos são pilares fundamentais para a transformação social e para a preservação das nossas raízes socioculturais. Quando a comunidade se organiza de forma coletiva para debater o acesso à habitação, infraestrutura e melhorias locais, todo o ecossistema do bairro se fortalece — incluindo os projetos e iniciativas culturais que formam nossos jovens.
Neste cenário de articulação e compromisso, a **Associação Comunitária Beneficente Nova Esperança (ACOBANE)** desempenha um papel central na organização dos moradores do Bairro Nova Esperança.
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## 📢 CONVITE: REUNIÃO DE HABITAÇÃO NA ACOBANE
Para alinhar os próximos passos e esclarecer as principais demandas habitacionais da região, convidamos todos os moradores, famílias e lideranças comunitárias para este importante encontro.
* 📅 **Data:** 08 de Agosto de 2026
* ⏰ **Horário:** 16:00h
* 📍 **Local:** Rua Confrade Machado, nº 21 – Bairro Nova Esperança
### 📋 Pauta Principal do Encontro:
1. **Manutenção do Núcleo:** Preservação, reparos estruturais e cuidados contínuos com as áreas comuns da comunidade.
2. **Novas Moradias na URBEL:** Alinhamentos atualizados sobre projetos habitacionais, cadastramentos e a parceria direta com a Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL).
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## 🧱 CULTURA E CIDADANIA CAMINHAM JUNTAS
A habitação é a base concreta sobre a qual a cidadania se constrói. No projeto **Educando Capoeira**, entendemos que o acesso a uma moradia regularizada — com saneamento, segurança e infraestrutura básica — garante a estabilidade e a dignidade das famílias.
Esse impacto social positivo se reflete diretamente na rotina, no foco e no desenvolvimento integral das nossas crianças e jovens, dentro e fora da roda de capoeira.
> *"A união de todos é o que torna a nossa comunidade cada vez mais forte e viva."*
Participe, traga suas dúvidas, sugestões e ajude a construir as melhorias que o nosso bairro precisa e merece. **Sua presença é fundamental!**
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*Gestão ACOBANE 2025/2027 – Moradia para todos.*
A Capoeira Conquista a Rede: WEBTV Capoeira Vídeos Alcança 775 Mil Curtidas no TikTok
A Tradição Encontra a Modernidade
Conectando Gerações e Quebrando Fronteiras
- Formação de Novo Público: A linguagem rápida e dinâmica da rede aproxima crianças, jovens e praticantes de todas as idades da essência da roda.
- Difusão Cultural Sem Fronteiras: A Capoeira supera barreiras geográficas e de idioma, levando a energia e o fundamento do nosso jogo para os quatro cantos do planeta.
- Valorização dos Capoeiristas: Ao dar visibilidade a mestres, professores e alunos, a página fortalece a comunidade e inspira quem está dando os primeiros passos no treino.
Viva a Capoeira na Tela e na Roda!
À Sombra do Baobá: Tradição, Música e Transformação Social na Capoeira de Neves
A Força da Tradição: O Festival de Cantigas
Renovação e Reconhecimento: Batizado e Troca de Cordas
- O Batizado: Para os novos praticantes, o batizado marcou o ritual de passagem e a entrada oficial no universo da Capoeira, recebendo a benção dos mestres e a primeira corda.
- A Troca de Cordas: Para os alunos veteranos, a nova graduação simboliza o reconhecimento de um ciclo de disciplina, superação, evolução técnica e dedicação constante aos treinos.



