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domingo, 9 de agosto de 2026

 # 128 Anos de Ancestralidade e Resistência: O Legado da Casa do Pai Mateus e a Força do Bairro Santo André


**Por:** Mestre Guiné


**Categoria:** Memória, Patrimônio e Ancestralidade


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Preservar uma memória viva por mais de um século é, antes de tudo, um ato de coragem e amor às nossas raízes. Ao celebrar **128 anos de história e resistência**, o **Ponto de Memória e Cultura Centro Espírita Nossa Senhora das Graças** se consolida como um dos territórios mais importantes de salvaguarda da cultura afromineira, da cura tradicional e do saber popular em Belo Horizonte.


Esse legado secular continua pulsando forte no nosso dia a dia, unindo a sabedoria dos mais velhos à formação cultural das novas gerações.


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### Uma Trajetória Marcada pela Resistência Operária e Religiosa


A história da Casa do Pai Mateus se confunde com a própria fundação de Belo Horizonte. O fundador da Casa, pedreiro de profissão, viveu inicialmente com sua família na antiga **Vila Barroquinha**, espaço que ficava dentro do perímetro da Avenida do Contorno no plano original da capital.


Diante do processo de urbanização e remoção do final do século XIX, a família e a comunidade religiosa foram empurradas para além das fronteiras planejadas da cidade:


* **Da Vila Barroquinha para a Lagoinha:** Um primeiro movimento de territorialização e afirmação negra na cidade.

* **Da Lagoinha para o Bairro Santo André:** Onde o terreiro fincou raízes definitivas, tornando-se um refúgio histórico de fé, caridade e acolhimento.


Esse caminho de deslocamento não enfraqueceu a força da Casa; pelo contrário, transformou o bairro Santo André em um verdadeiro bastião da memória afrorreligiosa e operária da nossa capital.


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### Pai Mateus e a Força da Cura Tradicional


Inspirada na vida e no conhecimento do eremita e curandeiro que viveu nos lajedos do Cariri paraibano, a Casa do Pai Mateus manteve viva, ao longo de mais de um século, a tradição dos remédios pelas ervas, o alívio espiritual e a caridade sem cobrança — princípios que regem a linha dos Pretos Velhos e dos Mestres na Umbanda.


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### A Salvaguarda e o Futuro do Nosso Ponto de Memória


Hoje, a salvaguarda dessa história ganha novos horizontes. Como Ponto de Memória e Cultura, o Centro Espírita Nossa Senhora das Graças articula patrimônio, religiosidade e educação, desenvolvendo ações fundamentais para toda a comunidade:


* **Preservação do Acervo:** Registro das histórias orais, das benzedeiras, parteiras e trabalhadores que ergueram e sustentaram este espaço.

* **Integração com a Capoeira e a Formação:** Conexão direta com iniciativas como o *Educando Capoeira* e o *Movimento Ancestral*, fortalecendo a identidade e o sentimento de pertencimento dos nossos jovens e mestres.

* **Honra à Matriarcagem:** Valorização contínua da trajetória de lideranças femininas cruciais para a manutenção do terreiro, como a nossa Mestra Mãe Ieda.


Celebrar 128 anos é reafirmar que o saber tradicional é farol para o presente. Entre o som do berimbau, o cheiro das folhas sagradas e a firmeza da fé, a Casa do Pai Mateus segue de portas abertas, ensinando que não há futuro sem respeito e reverência à nossa ancestralidade.


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> **Gostou da leitura?** Deixe seu comentário abaixo, compartilhe nas suas redes e venha fortalecer a salvaguarda da memória e da cultura viva do nosso território!

sábado, 8 de agosto de 2026

Do Barro ao Axé: A História Desconhecida da Fundação de BH nas Raízes do Ponto de Memória CENSG

Por Mestre Guiné 


Quando se fala dos 128 anos de Belo Horizonte, a história oficial gosta de lembrar dos mapas de Aarão Reis, dos edifícios imponentes da Praça da Liberdade e do sonho republicano de uma capital planejada para a modernidade. Mas existe uma outra história — viva, pulsar, fincada no chão batido — que a memória oficial tentou apagar: a história de quem pegou na enxada, na colher de pedreiro e ergueu essa cidade com o próprio suor.


É nessa travessia de lutas e de fé que se entrelaça a trajetória do **Ponto de Memória CENSG (Centro E. Nossa Senhora das Graças)** e a fundação do **Bairro Santo André**.


A Picareta que Ergueu a Capital e a Mão que Foi Expulsa


Poucos registros escolares contam que, antes de ser o centro da capital, o território do perímetro urbano abrigava comunidades e moradias populares. Uma delas era a **Vila Barroquinha**, cravada dentro dos limites do que viria a ser a Avenida do Contorno.


Nela vivia o **Fundador da Casa do Pai Mateus**. Pedreiro de profissão, ele foi um dos milhares de trabalhadores negros e operários que ajudaram a assentar os tijolos, erguer as estruturas e abrir as avenidas da "Cidade de Minas".


Porém, o projeto de modernidade da elite da época não previa espaço para os próprios construtores da cidade dentro da linha da Contorno. Assim que as obras avançaram, veio o golpe da desapropriação e do higienismo urbanístico: a família do fundador foi sumariamente retirada de sua casa na Barroquinha e empurrada para fora dos limites "planejados".


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O Caminho da Resistência: Da Lagoinha ao Santo André


A primeira parada dessa travessia foi a **Lagoinha**, a porta de entrada da periferia nascente de Belo Horizonte. Ali, entre a poeira das margens da cidade, as famílias expulsas encontraram o primeiro abrigo e começaram a reorganizar suas redes de solidariedade.


Mas a pressão da expansão urbana continuava. A busca por um chão seguro fez com que, na década de 1920, o caminho se estendesse um pouco mais acima, alcançando a geografia dos morros vizinhos. Foi ali que a família se fixou e fincou estacas definitivas no **Bairro Santo André**.


Não se tratava apenas de erguer quatro paredes para morar. Naquele chão do Santo André, ergueu-se a **Casa do Pai Mateus** — transformando o território em um espaço sagrado de cura, acolhimento, preservação das tradições de matriz africana e resistência comunitária. O pedreiro que ajudou a construir a cidade física tornava-se, ali, o arquiteto e fundador de um território de fé e ancestralidade.


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O Terreiro como Guardião da Memória de Belo Horizonte


Hoje, no endereço da Rua Amarílis, o **Ponto de Memória CENSG** guarda essa rota de resistência. Se os arquivos do Estado guardam as plantas e os decretos da nova capital, é no terreiro e na comunidade do Santo André que está guardada a memória viva do povo.


Relembrar essa trajetória de **Vila Barroquinha $\rightarrow$ Lagoinha $\rightarrow$ Santo André** nos faz refletir sobre o verdadeiro sentido de patrimônio. A história de BH não é feita apenas de concreto e monumentos; ela é feita da força das famílias que, mesmo diante do apagamento e do deslocamento forçado, reinventaram a vida, preservaram seus saberes imateriais e mantiveram o axé aceso no coração da cidade.


Preservar o Ponto de Memória CENSG é garantir que a história dos 128 anos de Belo Horizonte seja contada por inteiro — com a voz, a memória e o protagonismo de quem realmente a construiu.


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*Gostou de conhecer essa história? Compartilhe este texto, visite o Ponto de Memória CENSG no bairro Santo André e ajude a fortalecer a salvaguarda da nossa memória comunitária e afromineira!*

 # POLITICA DE HABITAÇÃO E FORTALECIMENTO COMUNITÁRIO: O PAPEL DA ACOBANE NO BAIRRO NOVA ESPERANÇA

**Por Mestre Guiné**


A luta pelo direito à moradia digna e a ocupação consciente dos espaços urbanos são pilares fundamentais para a transformação social e para a preservação das nossas raízes socioculturais. Quando a comunidade se organiza de forma coletiva para debater o acesso à habitação, infraestrutura e melhorias locais, todo o ecossistema do bairro se fortalece — incluindo os projetos e iniciativas culturais que formam nossos jovens.


Neste cenário de articulação e compromisso, a **Associação Comunitária Beneficente Nova Esperança (ACOBANE)** desempenha um papel central na organização dos moradores do Bairro Nova Esperança.


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## 📢 CONVITE: REUNIÃO DE HABITAÇÃO NA ACOBANE


Para alinhar os próximos passos e esclarecer as principais demandas habitacionais da região, convidamos todos os moradores, famílias e lideranças comunitárias para este importante encontro.


* 📅 **Data:** 08 de Agosto de 2026

* ⏰ **Horário:** 16:00h

* 📍 **Local:** Rua Confrade Machado, nº 21 – Bairro Nova Esperança


### 📋 Pauta Principal do Encontro:


1. **Manutenção do Núcleo:** Preservação, reparos estruturais e cuidados contínuos com as áreas comuns da comunidade.

2. **Novas Moradias na URBEL:** Alinhamentos atualizados sobre projetos habitacionais, cadastramentos e a parceria direta com a Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL).


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## 🧱 CULTURA E CIDADANIA CAMINHAM JUNTAS


A habitação é a base concreta sobre a qual a cidadania se constrói. No projeto **Educando Capoeira**, entendemos que o acesso a uma moradia regularizada — com saneamento, segurança e infraestrutura básica — garante a estabilidade e a dignidade das famílias.


Esse impacto social positivo se reflete diretamente na rotina, no foco e no desenvolvimento integral das nossas crianças e jovens, dentro e fora da roda de capoeira.


> *"A união de todos é o que torna a nossa comunidade cada vez mais forte e viva."*


Participe, traga suas dúvidas, sugestões e ajude a construir as melhorias que o nosso bairro precisa e merece. **Sua presença é fundamental!**


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*Gestão ACOBANE 2025/2027 – Moradia para todos.*

 

A Capoeira Conquista a Rede: WEBTV Capoeira Vídeos Alcança 775 Mil Curtidas no TikTok


Por Mestre Guiné


A Capoeira é uma arte viva, em constante movimento e transformação. Se no passado os fundamentos, saberes e cantigas viajavam exclusivamente no boca a boca e nas grandes rodas de rua, hoje a nossa ancestralidade também ocupa com força o universo digital. É com imenso orgulho e celebração que destacamos um marco histórico: a página Capoeira WEBTV Capoeira Vídeos alcançou a impressionante marca de 775 mil curtidas no TikTok!

A Tradição Encontra a Modernidade

Chegar a quase 1 milhão de interações em uma das plataformas digitais mais competitivas do mundo não é tarefa fácil. Esse número expressivo de 775 mil curtidas reflete o poder de atração, a beleza e a riqueza da Capoeira quando apresentada com respeito, qualidade e autenticidade.

Através de registros marcantes de rodas, jogos envolventes, acrobacias, cantigas e momentos de sabedoria dos mestres, a página tornou-se uma verdadeira vitrine global da nossa arte. Cada curtida representa um olhar atento, um coração tocado pelo ritmo do berimbau e uma pessoa em algum lugar do mundo se conectando com a cultura afro-brasileira.

Conectando Gerações e Quebrando Fronteiras

O sucesso no TikTok vai muito além dos números:

  • Formação de Novo Público: A linguagem rápida e dinâmica da rede aproxima crianças, jovens e praticantes de todas as idades da essência da roda.

  • Difusão Cultural Sem Fronteiras: A Capoeira supera barreiras geográficas e de idioma, levando a energia e o fundamento do nosso jogo para os quatro cantos do planeta.

  • Valorização dos Capoeiristas: Ao dar visibilidade a mestres, professores e alunos, a página fortalece a comunidade e inspira quem está dando os primeiros passos no treino.

Viva a Capoeira na Tela e na Roda!

A celebração dessas 775 mil curtidas é um lembrete claro de que a Capoeira não pertence ao passado — ela é presente e futuro. A tecnologia, quando usada como ferramenta de salvaguarda e difusão cultural, torna-se uma forte aliada na preservação da nossa memória e na expansão do nosso trabalho.

Parabéns a toda a equipe e aos criadores por trás da Capoeira WEBTV Capoeira Vídeos por esse trabalho fundamental de divulgação, e a cada praticante e admirador que curte, compartilha e faz a roda girar também nas telas. Que venha 1 milhão!

Axé para quem é de Axé, e viva a Capoeira!

 

À Sombra do Baobá: Tradição, Música e Transformação Social na Capoeira de Neves


Por Mestre Guiné




Nossos corações ainda batem no ritmo do berimbau após os dias 07 e 08 de agosto de 2026, momentos que ficaram marcados na história da nossa comunidade. 

A árvore ancestral que atravessa séculos guardando memórias e sabedoria emprestou seu nome a um dos encontros mais marcantes da cultura local: o evento "À Sombra do Baobá", idealizado pelo Mestre Dino, reafirmando a Capoeira como ferramenta viva de educação, arte e cidadania na comunidade de Neves.

A Força da Tradição: O Festival de Cantigas

A Capoeira se canta antes mesmo de se jogar. No Festival de Cantigas, o toque sincopado dos atabaques, pandeiros e berimbaus deu o tom para que ladainhas, corridos e chulas ecoassem como puro resgate histórico e expressão poética.

Mais do que uma celebração musical, o festival honrou a oralidade — o canal ancestral pelo qual o conhecimento dos mestres atravessa gerações. Na roda, os cantadores demonstraram não apenas afinação e ritmo, mas a sensibilidade de contar histórias, transmitir fundamentos e emocionar todos os presentes.

Renovação e Reconhecimento: Batizado e Troca de Cordas

A culminância do evento trouxe a emoção do Batizado e da Troca de Cordas, reforçando o compromisso de cada capoeirista com a sua jornada:

  • O Batizado: Para os novos praticantes, o batizado marcou o ritual de passagem e a entrada oficial no universo da Capoeira, recebendo a benção dos mestres e a primeira corda.

  • A Troca de Cordas: Para os alunos veteranos, a nova graduação simboliza o reconhecimento de um ciclo de disciplina, superação, evolução técnica e dedicação constante aos treinos.

Cada corda entregue reflete o amadurecimento físico, filosófico e social de cada criança, jovem e adulto atendidocpelo projeto.

Capoeira como Resgate e Cidadania em Neves

Sob a liderança transformadora do Mestre Dino, o evento evidenciou o impacto social profundo que a Capoeira exerce na comunidade de Neves. O projeto atua como um porto seguro de acolhimento, promovendo valores essenciais como respeito, cooperação, autocontrole e o fortalecimento da autoestima e da identidade cultural.

O evento "À Sombra do Baobá" deste final de semana provou que, assim como a árvore sagrada que resiste ao tempo e acolhe a todos sob sua copa, o trabalho realizado em Neves segue gerando frutos fortes e oferecendo uma sombra protetora e inspiradora para as presentes e futuras gerações.